8. Plataformização da Educação




O Tema abordado em sala, “plataformização da educação” pelo podcast podtech, refere-se ao fenômeno em que a tecnologia da informação e comunicação é utilizada para oferecer serviços educacionais por meio das plataformas online. Ela vai gerenciar formas de aprendizagem, cursos online, ambientes virtuais de ensino, videoconferências, entre outros. Com isso, o processo de ensinar e aprender passa a ser mediado por essas ferramentas digitais, que muitas vezes seguem uma lógica empresarial e tecnológica.

A tecnologia vem transformando o modo como a educação é entregue e consumida. A plataformização da educação envolve o uso das ferramentas digitais para facilitar o ensino e a aprendizagem, permitindo que os alunos acessem materiais educacionais, interajam com instrutores, participem de atividades colaborativas e realizem avaliações, tudo feito online. Quando pensamos em plataformas digitais na educação, logo relembramos da época da pandemia, afinal, foi necessário utilizá-las para que conseguíssemos continuar os estudos. Nesse período, as plataformas se tornaram essenciais para manter o vínculo com a escola e os professores, mesmo à distância.

Para entendermos seus efeitos — tanto os negativos quanto os positivos — é preciso primeiramente compreendermos melhor o assunto e como ele se aplica na educação, analisando seus impactos na prática. Entre os pontos positivos, podemos destacar o acesso mais fácil a conteúdos e a possibilidade de estudar de forma mais flexível, no seu próprio ritmo, além do uso de ferramentas que tornam o aprendizado mais dinâmico. Muitos alunos conseguiram se adaptar e aproveitar essa nova forma de aprender, com mais autonomia e contato com diferentes recursos.

Por outro lado, também existem pontos negativos importantes. Nem todos os estudantes têm acesso à internet de qualidade ou a dispositivos adequados, o que acaba criando desigualdades e dificultando o aprendizado. Além disso, é preciso ter cuidado com o uso excessivo das plataformas, que podem tornar o ensino muito mecânico e pouco humano, deixando de lado o contato mais direto com o professor e a troca entre os colegas. Um ponto que merece destaque é o impacto especialmente negativo no aprendizado das crianças. Durante a pandemia, por exemplo, muitas não conseguiram acompanhar as aulas de forma adequada e acabaram sendo promovidas para a série seguinte sem estarem devidamente alfabetizadas. Isso mostra como, para os pequenos, o contato presencial com o professor é fundamental para a construção do conhecimento.

Segundo Batista, Ariente e Ribeiro (2024), a plataformização também levanta preocupações sobre a segurança dos dados de crianças e adolescentes, já que essas plataformas muitas vezes coletam informações pessoais sem que haja total transparência. Já para Pessanha (2023), esse é um debate necessário, pois a lógica das plataformas pode transformar a educação em um produto, esquecendo que ensinar vai além de números e desempenho.

Por isso, é importante refletir sobre como estamos usando essas tecnologias na educação e pensar em formas de equilibrar os avanços digitais com uma educação mais humana, justa e acessível a todos.

Deixamos no link abaixo um seminário sobre o assunto que fala um pouco sobre os impactos no ensino caso tenham interesse em assistir! 

 

Comentários

  1. Meninas que postagem incrível !!!!! Um texto que faz pensar. Ele mostra como a tecnologia pode abrir portas para o conhecimento, mas revela que nem todos conseguem atravessar essas portas com igualdade. Educar vai além das telas e das conexões, é mix de tudo. É bonito ver como a tecnologia pode abrir caminhos, dar autonoma.
    JULIANA NASCIMENTO.

    ResponderExcluir
  2. Logo mais, acredito que a forma de ensinar e aprender vá depender dessa plataformização. Com o avanço de modos de ensino, como gameficação, sites e plataformas próprias para isso, a forma como conhecemos o ensino mudará. Essa migração pode ser uma ótima forma de nós usarmos esses meios ao máximo, porém ainda há os que não conhecem o manuseio, dificultando a implementação e uso equitativo de todos. Por esse desconhecimento e medo, muitos podem ser contrários. (Rita)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Rita, eu sou extremamente contrária a presença dessa plataformas na educação. Como debatemos em aula: Precisamos conhecer os riscos reais e potenciais que corremos ao adotarmos acriticamente pacotes produzidos fora do país e impostos sobre nossa realidade social e cultural.
      A plataformização da educação se configura como a penetração das grades empresas privadas de tecnologias na educação pública, e isso, é extremamente preocupante!

      Excluir
  3. Muito bem meninas, essa temática é muito importante, visto que cada vez mais o mundo se encontra conectado e precisamos entender melhor como funciona as plataformas que estão ao nosso alcance, e logo no meio da educação que tem um ponto delicado, diante de que muitos alunos ainda não possuem acesso, como foi citado na discussão, ou muitas vezes não tem o cuidado ao utilizar as plataformas. Portanto, o acesso a essa tecnologia é muito fundamental, logo que conseguimos mais informações, se aprofundar nos estudos e alcançar um aprendizado mais dinâmico.

    ResponderExcluir
  4. As plataformas digitais podem trazer beneficio quando estão em mãos de pessoas capacitadas, visto que como vocês mesmo citaram, podem ser utilizadas para ministrar aulas. No entanto, lamentável porque nem todos podem usufruir dessas plataformas. Um exemplo disso foi a pandemia, pois, por falta de acesso à internet, muitos alunos não não participavam das aulas, sendo então reprovados, o que nos mostra mais um exemplo de desigualdade educacional.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Elaine, não vejo benefício de entregar dados de crianças e adolescente para iniciativa privada. Precisamos questionar sobre a a falta de transparência acerca da privacidade dos dados dos usuários. Há muita incerteza acerca do que exatamente essas organizações barganham ao ofertarem serviços com alto custo e disponibilidade em escala, de forma gratuita.

      Excluir
  5. Exatamente, meninas! A plataformização da educação contribui muito se utilizada da maneira certa, traz benefícios, pois facilita o acesso a materiais educacionais, além de poder realizar cursos de extensão, reuniões, avaliações, etc. No entanto, destaca-se que durante a pandemia esses recursos foram usados sem que houvesse uma formação básica para ensinar os pais e os próprios alunos a mexer com as plataformas. Além disso, muitas escolas não possuem estruturas adequadas para realizarem essas práticas. Isso ficou evidente na pandemia de coronavírus, visto que as instituições de ensino tiveram que buscar alternativas para alfabetizar os estudantes. Uma dessas foi entregar atividades impressas, pois os alunos não têm acesso à internet ou a dispositivos digitais.
    Ass. Alexsandro

    ResponderExcluir
  6. Muito bem Milenas! Gostei da reflexão, ela mostra que as tecnologias têm potencial para democratizar o acesso ao ensino, mas também escancaram desigualdades e desafios importantes. É bacana ver que vocês reconhecem os avanços sem romantizar os impactos negativos — especialmente para crianças e alunos sem estrutura. A crítica ao uso excessivo das plataformas e à lógica empresarial no ensino é bem pertinente. Um olhar consciente e comprometido com uma educação mais humana e inclusiva!

    ResponderExcluir
  7. Milenas, quero pontuar um aspecto. Neste tema, em especial, a nossa referência é o podcast elaborado pelas colegas, pergunto: porque não trouxeram o poscast dela em forma de link? Porque não incorporaram o podcast delas para que o leitor possa ter acesso ao que vocês mencionam. Um ponto que chamou minha atenção é quando trazem alguns conceitos e não diz quem é o autor, e isso é preocupante, porque não são teóricas desse tema. Exemplo, quando colocam esse conceito "Ela vai gerenciar formas de aprendizagem, cursos online, ambientes virtuais de ensino, videoconferências, entre outros. Com isso, o processo de ensinar e aprender passa a ser mediado por essas ferramentas digitais, que muitas vezes seguem uma lógica empresarial e tecnológica.", pergunto de onde tiraram isso? Porque continuam com a perspectiva da ferramenta digital? Vejo que trazem ideias bacanas, que trazem outros autores para dialogar, que exploram uma discussão em formato de vídeo, mas me preocupa a permanente concepção das tecnologias como ferramenta. De fato, termino essa disciplina, com esta turma, me sentindo derrotada, por não conseguir fazê-las entender o problema dessa concepção ferramental para a educação.

    Em relação aos aspectos positivos e negativos da plataformização, abordados por vocês, considero que precisamos conhecer os riscos reais e potenciais que corremos ao adotarmos acriticamente pacotes produzidos fora do país e impostos sobre nossa realidade social e cultural. Portanto, são os professores e gestores quem decidem e viabilizam as opções tecnológicas adotadas em cada instituição de ensino ou esfera de governo responsável pela educação nacional. E que, a invasão do mercado na educação não é decorrente da incapacidade nacional para o desenvolvimento de ciência, tecnologia e inovação → é uma decisão política de governos alinhados com os interesses de mercado, que cortam verbas para o setor público, que suspendem projetos em desenvolvimento e que abrem as portas para alguns atores do setor privado. bjos

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas