5. Programas para Educação e tecnologias nos séculos XX e XXI


 Com o passar dos anos, a tecnologia se tornou uma parte essencial do nosso cotidiano, e isso também se manifestou nas instituições de ensino. No entanto, será que todos os estudantes e professores têm acesso e formação adequada para utilizar essas ferramentas? Além disso, será que a tecnologia está sendo utilizada de maneira que realmente favoreça a aprendizagem? Ao decorrer do tempo, a tecnologia foi se infiltrando nas escolas de forma lenta. No século XX, apareceram os primeiros programas educacionais que faziam uso de tecnologias, mas sua aplicação ainda era limitada, e os dispositivos não chegavam a todas as instituições. No século XXI, com a expansão do acesso à internet e aos computadores, novas iniciativas públicas começaram a buscar uma inclusão digital mais abrangente. Entretanto, nem todos desfrutam das mesmas oportunidades digitais. Famílias com maior poder econômico conseguem proporcionar mais acesso a seus filhos (como computadores, internet de qualidade e dispositivos), enquanto outras enfrentam a exclusão digital. Isso resulta em uma significativa desigualdade no uso das tecnologias no contexto educacional. A alfabetização digital ainda permanece sendo um obstáculo, já que muitos alunos e professores não estão adequadamente preparados para utilizar as tecnologias de maneira crítica e criativa. Isso compromete o aprendizado e aproveitamento das ferramentas digitais na sala de aula. A infraestrutura e o acesso representam desafios adicionais. Apesar de programas como o ProInfo, que visam equipar escolas públicas com computadores e internet, ainda persistem deficiências em áreas essenciais, como a manutenção dos dispositivos, a formação adequada dos docentes e a disponibilidade de uma conexão de internet estável. O que você encontrará ao pesquisar "ferramenta" no Google? Exatamente, o que aparece? Chave de fenda, furadeira, alicate, parafusadeira... todos itens manuais, utilizados para apertar ou reparar algo. No entanto, não verá um computador, um celular ou a internet nessa lista. Portanto, tecnologia não deve ser considerada apenas uma ferramenta. Por isso, a autora Maria Helena Bonilla alerta que tecnologia digital é muito mais do que isso, quando bem usada, ela pode tornar as aulas mais interessantes, criativas e próximas do dia a dia dos alunos. 
As iniciativas públicas voltadas para a educação no Brasil, como a TV Escola, ProInfo, Um Computador por Aluno e o PNLD Digital, têm sido muito importantes para melhorar as escolas públicas, promovendo a inclusão digital e o acesso a recursos educativos. A TV Escola é um canal educativo que ajuda a complementar o que é ensinado na escola. Oferece conteúdos para todos os níveis, desde a educação infantil até o ensino médio. É muito útil principalmente em lugares onde faltam materiais didáticos e tem acessos limitados. O ProInfo (Programa de Inclusão Digital na Educação) tem como objetivo levar computadores, internet e formação para os professores nas escolas públicas. A ideia é usar a tecnologia no ensino, ajudando os alunos a se prepararem para um mercado de trabalho que exige cada vez mais de conhecimento digital. Enquanto o programa Um Computador por Aluno (UCA) buscou entregar um laptop para cada aluno da rede pública, incentivando o uso individual da tecnologia. Isso ajuda no aprendizado personalizado, estimula a criatividade e prepara os estudantes para os desafios do século XXI. O PNLD Digital (Programa Nacional do Livro Didático Digital) oferece livros didáticos em formato digital. Isso facilita o acesso a materiais atualizados e permite que os professores personalizem as aulas, deixando o aprendizado mais moderno e interativo. De acordo com o Relatório TIC Educação 2022, 93% das escolas públicas têm acesso à internet, mas a falta de dispositivos (como computadores ou tablets) continua sendo uma barreira grande para o uso da tecnologia em sala de aula. Apesar de todos esses avanços, ainda existem desafios: muitas escolas têm estrutura ruim, falta internet de qualidade e muitos professores ainda precisam de mais formação para usar essas tecnologias da melhor forma. Por isso, é importante que o governo continue investindo na melhoria da educação pública, garantindo que todos os alunos tenham as mesmas oportunidades de aprender com a ajuda da tecnologia. 
As reflexões sobre políticas públicas na educação, como TV Escola, ProInfo e Um Computador por Aluno, são essenciais para nossa formação como futuros educadores. Elas nos ajudam a compreender o contexto das escolas públicas, revelando oportunidades e desafios. A integração de tecnologias no ensino é fundamental para tornar as aulas mais dinâmicas e preparar os alunos para um mundo digital. Reconhecemos a importância da formação contínua e da equidade no acesso a recursos educacionais, o que nos motiva a criar estratégias inclusivas. A ênfase em metodologias ativas e no protagonismo dos alunos é um aspecto que desejamos incorporar em nossa prática, promovendo engajamento e participação. De acordo com o que foi divulgado pela Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (PNAD) Contínua, realizada pelo IBGE, foram analisados, no último trimestre de 2019, os dados sobre o acesso à Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). As informações foram publicadas no dia 14 de abril de 2021. O percentual de estudantes de 10 anos ou mais com acesso à internet cresceu de 86,6% em 2018 para 88,1% em 2019. No entanto, 4,3 milhões de estudantes ainda não utilizavam o serviço, sendo a maioria alunos de escolas públicas, que representam 95,9% desse total. Dentre esses, 4,1 milhões eram da rede pública de ensino, enquanto apenas 174 mil alunos do setor privado não tinham conexão à rede mundial de computadores. Em conclusão, a análise das políticas educacionais destaca a necessidade urgente de promover a inclusão digital nas escolas públicas. A formação contínua e métodos pedagógicos ativos são essenciais para garantir que todos os alunos adquiram as habilidades necessárias no ambiente digital. Como futuros educadores, devemos nos comprometer a criar um aprendizado justo e inovador.

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Comentários

  1. Amei o texto de vocês! Gostei muito de como mostraram a evolução das políticas públicas e a importância de usar a tecnologia de forma crítica e consciente na sala de aula, o exemplo das “ferramentas” no Google foi genial, a forma como vocês trouxeram os programas como o ProInfo, UCA e TV Escola ajudou bastante a entender o quanto o Brasil já tentou (e ainda tenta) usar tecnologia na educação.
    Ass: Ana Milena

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  2. Um ponto no texto de vocês me chamou muita atenção, no fato das famílias com maior poder econômico conseguirem proporcionar mais acesso aos seus filhos. A desigualdade social ainda reflete muito no acesso à tecnologia nas escolas. E é difícil a educação digital ter um maior avanço nas escolas se nem todos têm o básico, como internet.

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  3. Gostei muito da organização das ideias, como vocês desenvolveram o conteúdo. A parte em que vocês falaram sobre os desafios que algumas escolas enfrentam em relação a estrutura ruim, a falta de uma boa qualidade de internet e professores que ainda não estão por dentro das tecnologias. Infelizmente, é a realidade de várias escolas, e vejo isso como algo excludente, pois existem vários outros estudantes se preparando para o mundo digital, enquanto outros não.

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  4. Milenas, gosto muito da estática do blog da dupla. Contudo, precisamos e conversar sobre as contradições no texto e na reflexão. Vocês alertam que a tecnologia não deve ser considerada apenas uma ferramenta, mas no discurso e na reflexão, o tempo todo associam tecnologia a ferramenta. Pergunto: qual a concepção de tecnologias que as duas compreenderam e pretendem adotar: A concepção da tecnologia como elemento estruturante das ações, mais especificamente, incorporada às práticas presenciais de forma paralela, integrada e integrante com o conjunto das demais atividades de forma a favorecer a vivência, a colaboração, a auto organização, a conectividade plena" (Bonilla, 2010) ou a concepção da tecnologia para a mesma educação tradicional, de consumo de informações?

    Cuidar que Proinfo significa - Programa Nacional de Tecnologia Educacional e não Programa de Inclusão Digital na Educação. Isso está explicado no texto sugerido para leitura. E então, quero destacar que vocês estão trazendo algumas ideias sem a crítica e sem evidenciar a leitura do texto. Não concordo com esse argumento de que o Proinfo tinha como objetivo " usar a tecnologia no ensino, ajudando os alunos a se prepararem para um mercado de trabalho que exige cada vez mais de conhecimento digital.". O texto de Bonilla indica que o Proinfo tinha "o objetivo de melhorar a qualidade do processo de ensino-aprendizagem, possibilitar a criação de uma nova ecologia cognitiva nos ambientes escolares, propiciar uma educação voltada para o desenvolvimento científico e tecnológico e educar para uma cidadania global" e que o programa contribuiu para "a inclusão digital por meio da ampliação do acesso a computadores, da conexão à rede mundial de computadores e de outras tecnologias digitais, beneficiando a comunidade escolar e a população próxima às escolas". Pergunto: porque não usaram o texto para conceituar? De onde tiraram essa ideia do Proinfo para preparar para o mescado de trabalho?


    Gosto da forma leve e atraente do blog, mas estou sentindo falta de explorar os outros elementos do blog: Atente que até agora não estão avançando nos aspectos para explorar imagem, link, vídeo ou ilustração para enriquecer a postagem, pois está explorando apenas uma linguagem que é a imagem fixa. Observe que na sua reflexão, encontramos temas dentro da postagem que podem fazer um hiperlink - exemplo, quando citam os dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios, poderia fazer um hiperlink para a página dessa pesquisa, podem ao lugar da imagem trazer algum vídeo para fortalecer a reflexão e etc. OU seja, estou sentido falta de explorar e buscar conhecer as outras possibilidades criativas e outras linguagens para o diário digital, certo? Bjos e parabéns pelo processo

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