1. Como a tecnologia agia no nosso cotidiano desde a infância
Mylena Vitória Carvalho Santos, 19 anos, estudante do terceiro período de Pedagogia na Universidade Federal de Sergipe, campus de Itabaiana.
A tecnologia sempre fez parte da minha vida, mas de uma forma bem diferente do que vemos hoje. Nascida em 2006, cresci em um tempo em que o acesso à informação e ao entretenimento era mais simples e limitado, especialmente para as crianças. Meu primeiro contato com a tecnologia veio por meio da televisão, que era uma das minhas principais fontes de diversão. Eu assistia desenhos em canais como TV Futura, SBT e na famosa TV Globinho. Entre os meus preferidos estavam Dora, a Aventureira, Moranguinho, As Trigêmeas, Madeline e, claro, os filmes da Barbie, que eu assistia várias vezes em DVD, sem enjoar.
Comecei a usar celular por volta dos 12 anos, mas mesmo assim era um aparelho mais simples, antes eu não tinha Wi-Fi em casa. Então, só conseguia acessar a internet quando colocava crédito no celular, usando os dados móveis. Quando isso acontecia, aproveitava para entrar no YouTube, pesquisar coisas no Google e baixar joguinhos pela Play Store. Ainda assim, meu uso era moderado e equilibrado, pois outras formas de brincar e estudar também faziam parte da minha rotina.
Mas é importante lembrar que tecnologia não se resume apenas à internet ou aos aparelhos mais modernos. Canetas, lápis, cadernos, aparelhos de DVD, rádio, liquidificador e até a própria televisão são tecnologias que, de alguma forma, facilitam o dia a dia e oferecem novas formas de aprender e interagir com o mundo. Na infância, essas pequenas ferramentas fizeram toda a diferença na minha rotina e no meu desenvolvimento. Minha família sempre buscou equilíbrio: mesmo com essas tecnologias por perto, era essencial brincar com outras crianças, fazer atividades manuais e manter o foco nos estudos. Cresci com a noção de que a tecnologia deve servir como apoio, não para substituir relações e experiências reais.
Na escola, a tecnologia teve um papel importante. Lembro que usava o computador para fazer pesquisas para trabalhos e, com o tempo, os professores passaram a utilizar projetores, vídeos, o que tornava as aulas mais dinâmicas. No ensino médio, utilizávamos um site chamado Iônica, da editora FTD, onde fazíamos simulados que valiam nota e também acessávamos os livros digitais e outros conteúdos das disciplinas. Durante a pandemia, em 2020, a tecnologia se tornou ainda mais essencial: as aulas aconteceram por chamadas de vídeo e todas as atividades também passaram a ser realizadas de forma online. Foi um período desafiador, mas que mostrou o quanto a tecnologia pode ser uma aliada fundamental na educação, mesmo em tempos difíceis.



Muito bom, meninas! Amei conhecer a relação de vocês com as tecnologias, como brincavam e que a televisão também fez parte da infância de vocês. O diário de você ficou muito bonito. A ideia é essa, que explorem as possibilidades e potencialidades de tudo que propormos como práticas com tecnologias. Nesse processo é fundamental compreender quais tecnologias desempenharam um papel na vida escolar e como os professores as utilizaram. O que observei foi um uso mais voltado para a "transmissão" de informações, com pouco foco na promoção da autoria. É importante entender esse contexto para que percebam que a escola pode ter alguma tecnologia, mas a pergunta é: como estamos levando-as para a nossa prática? O relato de vocês revelam que não foram significativas as práticas com tecnologias. Vamos juntas ressignificar o uso das tecnologias na Educação!bjos
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